quinta-feira , 29 outubro 2026
INÍCIO INFORMAÇÃO Doação de R$ 2 milhões coloca Tarcísio no centro das acusações de Vorcaro sobre o caso Banco Master
INFORMAÇÃOPOLÍTICA

Doação de R$ 2 milhões coloca Tarcísio no centro das acusações de Vorcaro sobre o caso Banco Master

Ex-banqueiro afirma, em proposta de delação rejeitada, que valores destinados à campanha de 2022 teriam sido uma “contrapartida”; governador nega e chama relato de “ilação ridícula”

Uma doação oficial de R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, em 2022, voltou ao centro da crise envolvendo o Banco Master.

Segundo informações divulgadas pelo UOL e repercutidas por outros veículos, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria afirmado, em uma proposta de delação premiada posteriormente rejeitada, que a doação feita por Fabiano Zettel, seu cunhado, estaria relacionada a uma suposta negociação de propina articulada com Gilberto Kassab.

A mesma proposta mencionaria ainda uma doação de R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro, totalizando R$ 5 milhões destinados às duas campanhas.

Qual seria a relação com o governo de São Paulo?

De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, os valores teriam sido ligados à manutenção do Credcesta, cartão de crédito consignado operado por uma empresa associada ao Banco Master, no mercado paulista.

A suspeita descrita na proposta é que os pagamentos funcionariam como uma espécie de “contrapartida financeira” para preservar a operação do produto no estado caso Tarcísio fosse eleito.

O governador, porém, nega qualquer irregularidade e afirma que nunca esteve com Vorcaro ou Zettel.

Tarcísio também declarou que a instituição responsável pelo Credcesta foi credenciada ainda durante o governo João Doria e que o procedimento teria seguido critérios do Banco Central. Segundo ele, São Paulo possuía centenas de instituições habilitadas para oferecer consignado, sem que isso representasse um contrato direto com o governo.

Tarcísio reage e rejeita acusação

Ao comentar o caso, o governador classificou a versão como uma “ilação que beira o ridículo” e afirmou que jamais teria solicitado favorecimento ao Banco Master.

Tarcísio também disse que a autorização para a instituição foi desfeita após a liquidação do banco.

Gilberto Kassab, citado como suposto articulador na narrativa apresentada por Vorcaro, igualmente negou ter participado de qualquer negociação irregular e afirmou estar tranquilo diante das acusações.

Delação foi rejeitada

Um ponto fundamental é que a delação mencionada nas reportagens não foi aceita pelas autoridades. Portanto, as declarações atribuídas a Vorcaro fazem parte de uma proposta de colaboração e não representam, por si só, uma prova de que o esquema ocorreu.

A investigação ainda precisa verificar:

  • A origem e o destino dos R$ 2 milhões;
  • A relação entre Fabiano Zettel, Daniel Vorcaro e as campanhas;
  • A situação do Credcesta em São Paulo;
  • Se houve alguma interferência política no credenciamento;
  • Se existiram vantagens indevidas;
  • Se as doações foram regulares perante a Justiça Eleitoral;
  • Se há documentos ou mensagens que confirmem a versão apresentada.

O que está comprovado até agora?

Está documentado que:

  • Tarcísio recebeu R$ 2 milhões em doação eleitoral em 2022;
  • Jair Bolsonaro recebeu R$ 3 milhões;
  • Os valores foram associados a Fabiano Zettel;
  • Daniel Vorcaro apresentou uma proposta de delação;
  • O conteúdo da proposta relacionou as doações a uma suposta negociação com Kassab;
  • Tarcísio e Kassab negam as acusações;
  • A delação foi rejeitada e os fatos ainda dependem de investigação.

O que não está comprovado é que as doações tenham sido propina ou que Tarcísio tenha praticado qualquer irregularidade.

Crise aumenta a pressão sobre o governador

O caso Banco Master já atingiu empresários, parlamentares, integrantes do Judiciário e agora adiciona um novo elemento à disputa política em São Paulo: a suspeita sobre a origem de doações feitas durante a campanha de 2022.

A ligação entre Vorcaro e Tarcísio, segundo as informações divulgadas, não se baseia em encontro pessoal confirmado, mas na doação feita pelo cunhado do banqueiro e na suposta negociação envolvendo o Credcesta.

É justamente essa conexão financeira que deverá ser esclarecida pelas autoridades.

Enquanto Tarcísio afirma que tudo não passa de uma acusação sem fundamento, a investigação terá de responder à pergunta que ganhou força no caso:

a doação foi apenas um apoio eleitoral privado ou fazia parte de um acordo para garantir vantagens ao Banco Master em São Paulo?

Até que documentos e decisões judiciais esclareçam o caso, Tarcísio, Kassab e os demais citados permanecem com direito à defesa e à presunção de inocência.

Matéria baseada em informações divulgadas pelo UOL, Folha, CNN Brasil, O Globo, Poder360 e na publicação do Metrópoles. As acusações descritas são alegações atribuídas a uma proposta de delação rejeitada e não devem ser tratadas como fatos comprovados.

Fontes consultadas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ARTIGOS RELACIONADOS

Marcelo Strama: a força de renovação que pode transformar o PSB em São Paulo

Com presença no interior e conexão com as demandas reais da população,...

Buraco reabre pela terceira vez no km 108 da SP-55 e expõe falhas na manutenção em Caraguatatuba

Motoristas enfrentam risco em trecho sob responsabilidade do DER-SP; órgão foi procurado,...

Serra Antiga da Tamoios será interditada por risco de queda de barreiras

Chuva acumulada nas últimas 72 horas leva concessionária a adotar medida preventiva;...

Debate em São Paulo transforma segurança pública em campo de batalha eleitoral

Simone Tebet confronta Derrite sobre feminicídios, crime organizado e resultados da gestão...